
Foto: Nasa
Foto que combina imagens e modelagem 3-D mostra possível água em estado líquido escorrendo em encosta da cratera Newton, em Marte
Linhas escuras nas montanhas de Marte podem ser formadas por água salgada, afirma uma nova pesquisa publicada nesta quinta-feira (4) pelo periódico Science. No trabalho, um grupo de pesquisadores liderados por Alfred McEwen, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos, encontrou sete locais com grupos dessas linhas que aparecem no verão e desaparecem no inverno marciano. “Não temos nenhuma confirmação direta de que seja água. O que temos é que características como temperatura são condizentes com a existência de água”, disse McEwen em podcast disponibilizado pelo periódico.
As marcas tem larguras que entre 0,4 e 4 metros e comprimento de até algumas centenas de metros. “Não sabemos quanto água seria necessária para fazer uma linha dessas. Estamos falando de em valor entre alguns litros e uma dezena de litros. A água pode molhar a superfície e depois fluir por ela, o que necessitaria de uma quantidade menor dela. Não sabemos qual dessas duas opções é a correta”, completou McEwen.

Foto: Science/AAAS
A presença de água salgada pode ser importante para estudos futuros sobre a história do líquido no planeta e também da presença de vida no planeta vermelho.
O trabalho foi feito com base em imagens capturadas pelo equipamento High Resolution Imaging Science Experiment (HiRise) à bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter.
As sondas da agência espacial americana têm rendido frutos na busca por provas definitivas de água no planeta vermelho: em 2010, duas pesquisas já haviam indicado a possibilidade da existência de água líquida em Marte no passado. Em uma delas dados do robô Phoenix Lander sugerem que água líquida interagiu com a superfície marciana ao longo da história do planeta.
Nenhum comentário:
Postar um comentário